13 de jan de 2012

Um papagaio por Belém, 396 anos. (Pelas Ruas de Belém – Fernando Jares Martins.)

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Vamos empinar um papagaio, leitor amigo, para comemorar o aniversário de Belém – se a chuva da tarde deixar, pois é o tempo dela...
Mas o papagaio já está aí em cima, trabalho do Cobra, o maior cobra na criação e produção de papagaios, curicas e afins já havido cá pelas ruas de Belém. Digo “já havido” porque soube que ele teria mudado, recentemente, para outras terras.
Tudo bem, ele fez esse um aí, faz um tempão. Foi nos anos 80, do século passado. Encomenda da Prefeitura para uma bela campanha, ao tempo do prefeito Fernando Coutinho Jorge. Acho que foi em 1986, tempo em que Belém recebeu o Congresso Brasileiro de Agências de Viagens. A criação foi da Mendes Publicidade, hoje Comunicação, mas sempre dos Mendes, que foi buscar inspiração no poema “Belém do Pará” de Manuel Bandeira, que por cá andou muitos anos antes, no distante 1928.
Foi uma campanha bonita, de valorização da imagem da cidade, fortificando a autoestima do belenense, a sua relação de amor com a urbe. O papagaio – que nem sei, com certeza, se foi mesmo feito pelo Cobra – era um brinde, mas brinde bom, coisa de primeira, pois tenho o meu até hoje, apenas um pouco manchado nas bordas, como na foto.
Acho ótimo relembrar esse mote hoje, 12/01, aniversário de Belém, 25 anos após a realização da campanha. Precisamos querer mais bem a nossa cidade.
Minha sempre professora Ana Prado disse isso hoje, no Twitter: “Ainda sonho, mesmo com fortes motivos para me entristecer. Mas além de uma gestão à altura, Belém merece mais humanismo entre nós. #civismo”.
Os jornais estão cheios de anúncios de empresas a derramar declarações de amor a Belém. Tem coisa que eu achei bonita, criativa, competente. Tem coisa que eu não gostei – mas que alguém gostou, porque fez ou porque aprovou a publicação... Muitos representam ações efetivas que correspondem ao perfil das organizações, outros soam falsíssimo...
A mobilização por amar Belém é que é importante. Isso é que é, como alardeava uma campanha da Coca-Cola em priscas eras. Devemos trabalhar para motivar, principalmente aos mais novos, a querer bem a Belém. E exigir por ela. Porque a cidade é os seus moradores. Um, dois, três, doze, mil, um milhão – nós todos somos a Belém e podemos fazer dela a cidade que sonhamos, como deseja Ana Prado.
Aquela campanha do tempo do Coutinho Jorge tinha um adesivo para o vidro do carro, que usei durante muitos anos, passando de um carro para outro. Era assim:

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